quinta-feira, 12 de março de 2015

Peterson, sua vida não foi em vão.

Para os homofóbicos de plantão vamos ler um pouquinho da história do Peterson, morto aos 14 anos por ser filho de uma união homoafetiva. 
" Marcio, pai do adolescente,  contou que adotou Peterson duas vezes. Na primeira, o garoto tinha apenas dois anos. Uma conhecida ofereceu a criança porque não tinha condições de cuidar dos filhos.
— Ela perguntou se eu queria o menino, eu não pensei duas vezes. Claro que aceitei.
Seis anos depois, o pai biológico pediu Peterson de volta e Márcio não conseguiu reverter o pedido de guarda. Quando o adolescente estava com 12 anos, ele conseguiu achar o menino em um abrigo público. A criança havia sido tirada dos pais biológicos por maus-tratos. Foi preciso pedir a guarda e lutar para tirar o garoto de lá.
— Foi aí que eu trouxe o Peterson e o irmão dele para casa. Nunca mais nos separamos.
No dia 5 de março, dia da briga na escola José Eduardo V Raduan, Peterson foi feliz para colégio porque seu time, o Corinthians, tinha ganhado uma partida na Libertadores. Apesar de ter 14 anos e estar no ensino fundamental, ele ainda não sabia ler nem escrever. Só sabia cantar, como conta o pai."
Fonte: Portal R7